domingo, 6 de julho de 2008

Google Reader

Eu sempre fui muito chato com relação a este mundo de produtos que a internet nos proporciona, para ser bem objetivo sempre fui resistente a ter blogs, publicar fotos na web, utilizar orkut, e etc...etc...etc... Embora grande parte da minha vida diária seja imerso na internet minha paciência para fidelizar me a utilizar tais produtos sempre se chocou com minha incapacidade de dedicar tempo para tais frivolidades.


Não me tenha como um chato, mas é realmente difícil acompanhar estas ondas. Ultimamente tenho observado algumas coisas com mais carinho, para começar pelo Orkut, quer queira quer não é uma importante ferramenta social, além de estreitar os laços sociais fisicamente distantes, é uma importante ferramenta potencializadora de interações sociais. De certa forma é interessante expor seu perfil e ter a capacidade de verificar o perfil de outras, objetiva nossas relações, eu mesmo me aproximei de pessoas distantes apenas por verificar que compartilhamos os mesmos gostos cinematográficos.


Mas em fim, vamos ao que interessa, tenho adorado o Google Reader, a ferramenta é simples e objetiva, não farei um review aqui, longe de mim perder tempo com isso, minhas palavras são simples, experimente e veja. Eu dou destaque para uma coisa, compartilhar itens, além de oferecer um importante fator de socialização, afinal de contas de certa forma você se comunica pelas informações que você filtra e compartilha, permite que, diante das infinitas informações que são geradas, trilhas de interesse sejam criadas, compartilhadas, recompartilhadas, e portanto, afunilado a informação diante de uma perspectiva bastante pessoal.


Bom... falei tudo isso para postar aqui a url do meu Google Reader Shared Itens que pode ser acessado pelo quadro ao lado ou diretamente pela url:


Deivson Rayner's Shared Itens

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Esse eu não poderia deixar passar...



Nunca foi meu desejo falar de informática neste blog, até mesmo porque isso já ocupa grande parte do meu cotidiano e a proposta aqui é trabalhar outras áreas de interesse, mas em fim, é impossível não publicar o bem bolado trabalho que recebi esta semana por e-mail...

sábado, 5 de abril de 2008

A origem da confusão

Uma republicação de algo que escrevi a aproximadamente 6 anos...

A Origem da Confusão.

E Deus criou a Dor, a Magoa, a Saudade, o Amor... juntou tudo, misturou, e o duro fardo, nas costas de Adão, o bom Mestre jogou. Pobre que foi Adão, aquele que mal sabia que do pior dos frutos ainda estava por experimentar, antes tivesse seus labios tocado somente o pecado, pecado que de pouco valeria seus labios em deleite lograr, se em futuro proximo, um duro fardo não fosse carregar. Mas o que O Sem Causa pretendia com o pobre Adão quando no lombo do rapaz a confusão jogou? "Sê infeliz com o que levas", segurou, O Sem Causa, uma risada quase que cruel, e deixou que o coitado do Adão seguisse, sem saber do que ria o bom Mestre. Enfim, falou isto com desdèm de quem manda visita embora e soca a vassoura atrás da porta. 
Caiu Adão então no mundo, mas nada dentre vulvões, terremotos, furacões e Tsunamis era mais doloroso, mortal, fascinante e belo que o peso que carregava. Desertos e Montanhas viveu e  atravessou. Em descanso parou e no ocio do pensar a curiosidade cutucou o fazer, e ele o fez, foi ao encontro do fardo que carregava, bebeu da Magoa, sentiu a Dor, saudou a Saudade e matou o Amor...
E cada noite, cada momento e cada vida, cresce o Homem que de pesar o Amor, sofreu a Dor, criou a Magoa e padeceu na Saudade. 



quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O Homem Organizacional e a Organização

A administração, na construção da sua visão do Homem, submete este a sua experiência social na construção do conceito de Homem Organizacional. Nas palavras de CHIAVENATO, o Homem Organizacional é fundamentado nos seguintes princípios:
  • o homem é submisso à organização;
  • o homem participa de várias organizações, passando a depender delas para nascer, viver e morrer;
  • o homem deve se adaptar à organização para sobreviver;
  • o desejo de obter recompensas materiais e sociais faz com que o indivíduo desempenhe vários papéis sociais no trabalho;
  • o homem organizacional é flexível, resistente à frustração, capaz de adiar recompensas e o desejo permanente de realização.
Qual é o limite a relação entre a estrutura organizacional cultural e produtividade da empresa? Ou seja, até que momento o modelo social cultural será mantido ao custo de uma performance indesejada? Perguntas como esta nos remete a um profundo questionamento acerca a teoria apresentada por Collins e Porras em Building your Company's Vision e que nos permite entender como estabelecer as bases culturais que se submeterá o Homem Organizacional.

A construção da Base Estratégica Corporativa, na visão destes autores, fundamenta-se na definição de dois elementos essenciais na construção do alicerce na qual será construída a cultura organizacional. De um lado temos os Core Value e Core Purpose, representando a parte estática da base estratégica, e do outro a Envisioned Future representando a aspecto dinâmico, ou seja mutável com o tempo. Focaremos no aspecto estático, também chamado de Core Ideoligy.

Na construção da base estratégica será definida a razão de ser da organização e seu conjunto de valores e princípios. Considerando o caráter estático destes fragmentos culturais, como considera-los diante das fortes transformações sociais e culturais do ambiente? Na dimensão operacional e estratégica as transformações são absorvidas por uma série de técnicas que buscam viabilizar a definição e melhoria rápida dos processos de negocio das organizações. No entanto tais transformações são voltadas principalmente para os aspectos que afetam, direta ou indiretamente, o mercado da organização. O que fazer com transformações acentuadas na estrutura social e cultural do ambiente que se chocam com a ideologia central da organizal? É importante perceber neste ponto que os impactos de tais transformações na estrutura de mercado não é o foco deste debate, uma vez que tais transformações são tratadas pela redefinição estratégica da organização. Por outro lado, o que fazer quando esta base estratégica estiver em sentido oposto às transformações na estrutura social cultural do ambiente da organização?

Seria o Homem um ser organizacional submetido totalmente a estrutura social cultural de sua empresa a ponto de ser obrigado a se opor aos valores de seus grupos sociais primários? Como conciliar esta visão diante de um mundo de transformações instantâneas e diferenças culturais marcantes? Empresas se projetam mundialmente, ultrapassam diversas fronteiras culturais, e mesmo assim fundamentam se dentro de uma única base de valores e princípios? Seria ético manter uma estrutura social cultura na contra-mão da sociedade regional com o objetivo de maximizar lucros e realizar metas estratégicas?

Se um dia o desafio foi o rápido fluxo de capitais, mudanças tecnológicas, migração de mão de obra e transformações no mercado, o que fazer diante de um mundo pequeno com valores tão diferentes e com transformações sociais e culturais cada vez mais rápidas?! Pode ainda alguma coisa numa organização ser estática?


Dialógica

Da série, Pensamentos já Pensados, o Filósofo e Sociólogo Edgar Morin e a Dialógica...

"O termo dialógico quer dizer que duas lógicas, dois princípios, estão unidos sem que a dualidade se perca nessa unidade: daí vem a idéia de ‘unidualidade’ que propus para certos casos; desse modo, o homem é um ser unidual, totalmente biológico e totalmente cultural a um só tempo.
Três também pode ser um. A teologia católica mostrou isso na trindade onde três pessoas formam um todo, sendo distintas e separadas. Belo exemplo de complexidade teológica onde o filho torna a gerar o pai que gera e onde as três instâncias se geram entre si. A dialógica da Terra precisa ser concebida de um modo diferente, mas igualmente difícil. Por quê? Porque ela continua andando sobre quatro pernas diferentes. Ela anda sobre a perna do empirismo e sobre perna da racionalidade, sobre a perna da imaginação e sobre a da verificação. Acontece que sempre há dualidade e conflito entre as visões empíricas que, no máximo, se tornam racionalizadoras e lançam para fora da realidade aquilo que escapa a sua sistematização. Racionalidade e empirismo mantém um diálogo fecundo entre a vontade da razão de se apoderar de todo o real e a resistência do real à razão. Ao mesmo tempo, há complementariedade e antagonismo entre a imaginação que faz as hipóteses e a verificação que as seleciona. Ou seja, a ciência se fundamenta na dialógica entre imaginação e verificação, empirismo e realismo.
A ciência progrediu porque há uma dialógica complexa permanente, complementar e antagonista... (...) A dialógica comporta a idéia de que os antagonismos podem ser estimuladores e reguladores.
A palavra dialógica não é uma palavra que permite evitar os constrangimentos lógicos e empíricos como a palavra dialética. Ela não é uma palavra-chave que faz com que as dificuldades desapareçam, como fizeram durante anos, os que usavam o método dialético. O princípio dialógico, ao contrário, é a eliminação da dificuldade do combate com o real."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A Riqueza pela Pobreza

"Se pararmos de pensar nos pobres como vítimas ou como um fardo e começarmos a reconhecê-los como empreendedores incansáveis e criativos e consumidores conscientes de valor, um mundo totalmente novo de oportunidades se abrirá".

Assim introduz C.K. Prahalad em seu fantástico livro A Riqueza na Base da Pirâmide, o premiado estrategista abre nossos olhos neste trabalho para as estratégias de geração de renda e inclusão social focado nos grupos da base da pirâmide social. Mas afinal de contas, como gerar renda diante de pessoas que vivem com menos de 2 dolares por dia?

Para começar Prahalad sugeri a superação de certos pressupostos que estabelecem paradigmas na avaliação de mercados da base da pirâmide. A seguir listemos dois deles.

"Os pobres não são nossos consumidores alvo; eles não têm condições de adquirir nossos produtos e serviços"

Certo, como considerar um mercado compostos de famílias que vivem com menos de 2 dolares por dia? Vamos mudar o foco da pergunta, é possível considerar um mercado composto de milhões de famílias que vivem com menos de 2 dolares por dia? Tomemos a China como exemplo, a Índia, México e até mesmo o Brasil, se grosseiramente assumirmos que juntos temos 300 milhões de famílias na linha de pobreza, e assumirmos 2 dolares por dia a composição do poder de compra destas famílias, nossa matemática dará aproximadamente um poder de compra na ordem de 18 bilhões de dolares! E agora? Isso esta começando a soar melhor como um mercado?

"É do conhecimento geral a suposta dificuldade de acesso à distribuição nos mercados da base da pirâmide, o que representaria um imenso impedimento à participação de grandes empresas e corporações multinacionais."

Um outro conceito tratado pelo autor que cabe comentar é o Imposto da Pobreza. Segundo o autor em algumas comunidades de baixa renda na Índia as pessoas chegam a pagar até 25 vezes mais pelos mesmos serviços oferecidos em comunidades de alta renda. E isso não é um caso indiano, é universal, acompanha o mapa da pobreza por todo mundo, como isso é possível? Simples, monopólios locais, creditos vindouros de agiotagem, deficiente acesso a serviços básicos como abastacimento de água, energia elétrica, etc.

A simples inexistência de processos de negócio e canais de abastecimento dedicados a atender comunidades de baixa renda obriga a uma diferenciação de preços com o objetivo de adequar as margens de lucro aos custos originários dos inadequados processos e canais de distribuição utilizados pelas empresas para atingir estas comunidades. Atingir mercados da base da pirâmide significa desenvolver estratégias específicas e dedicadas para tal, nos remete a buscar uma maneira nova de pensar e romper certor pressupostos acerca tais mercados e como explora-los. A dificuldade de acesso dos canais tradicionais aos mercados da base da pirâmide em si representa um desses pressupostos. Um caso simples e local de superação desse pressuposto é a AVON no Brasil, que através de uma rede de consultoras e produtos de valores acessíveis atinge as mais remotas comunidades brasileiras permitindo a inclusão das mais diversas comunidades ao seu mercado de produtos.

Este post tem como objetivo introduzir o leitor nas idéias de Prahalad. Isso não terminará aqui, pretendo continuar este assunto e tratar de diversos outros aspectos relacionados a esta fantástica e emergente ideia.

Os venezuelanos mereciam era o SIM

E eis que o Caudilho sul americano se cala... ao menos "por enquanto"... repetindo suas próprias palavras. A vitória do não na Venezuela é uma vitória para a Democracia sul americana, mas a verdade é que os venezuelanos mereciam o SIM! Observemos os fatos, o movimento de oposição na venezuela é dividido, se absteve de sua representação legislativa e seu povo, utilizando de prática não muito diferente, com uma abstenção de quase 50% não comparece nas urnas. O referendo venezuelano do ponto de vista político, social e econômico representa um dos mais importantes marcos na vida do povo venezuelano, e o que vemos? Uma numerosa abstenção! Que é isso? Falta de engajamento político, desinteresse com o cotidiano político, descrença com a própria democracia e seus rumos? Não sei... mas esta situação tende apenas a conduzir a Venezuela ao ostracismo político e econômico no quadro internacional... e enquanto isso seu povo, ou a quase maioria deste, contenta-se em ser um agente passivo de uma série de decisões que queiram eles ou não influenciará para sempre suas gerações. É ... os venezuelanos mereciam o SIM, como resultado de sua passividade e sua falta de envolvimento político... povo de sorte.